Fevereiro laranja: o mês da campanha de combate à leucemia

Fevereiro laranja: o mês de combate à leucemia

By 5 de fevereiro de 2019blog
contribuir com o fevereiro laranja

Em nosso artigo anterior falamos a respeito do Fevereiro Roxo e seus objetivos. Mas você sabia que a cor laranja também é destaque ao trazer a campanha de combate à leucemia? Para saber mais sobre essa conscientização continue lendo o texto a seguir:

Aspectos da leucemia

A leucemia é um tipo de câncer maligno que tem origem na medula óssea (onde as células de sangue são formadas). Logo, os glóbulos brancos (também chamados de leucócitos) são afetados e descontroladamente passam a se reproduzir, dando início aos primeiros sinais da doença.

Os sintomas se manifestam de formas variadas. A produção de glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas prejudicadas podem refletir em uma série de malefícios. Entre os mais comuns estão:

  • Anemia;
  • Dor nas articulações e ossos;
  • Sono em excesso;
  • Palidez;
  • Fadiga;
  • Sangramentos no nariz e na gengiva;
  • Pontos vermelhos ou manchas roxas na pele
  • Perda de peso sem explicação;
  • Febre e suor durante a noite;
  • Desconforto abdominal;
  • Inchaços

Ao desconfiar que possa estar com leucemia, a pessoa deve passar por uma avaliação médica onde será realizada a coleta de medula óssea para exames específicos. Caso o resultado seja positivo, o profissional irá indicar o tratamento adequado que inclui quimioterapia, medicação para controlar as infecções, amenizar as hemorragias e em algumas situações o transplante de medula óssea. Vale destacar que o processo precisa ser começado imediatamente após a descoberta.

Sendo assim, a campanha Fevereiro Laranja tem como objetivo não só alertar sobre a prevenção da leucemia, mas também abordar a importância da doação de medula óssea, já que o tratamento pode incluir o transplante.

Tipos de leucemia

  • Leucemia linfoide crônica: prejudica as células linfoides e se desenvolve lentamente. Raramente afeta crianças. A maioria das vítimas possui mais de 55 anos;
  • Leucemia mieloide crônica: Se desenvolve vagorosamente em seu estágio inicial, afetando principalmente os adultos;
  • Leucemia linfoide aguda: afeta as linfoides, mas diferente da crônica, agrava-se rapidamente. Comum em adultos e crianças pequenas;
  • Leucemia mieloide aguda: Tanto adultos quanto crianças são afetadas. Desenrola-se com agilidade.

Como ser um doador e qual o procedimento do transplante?

Infelizmente, são poucos os necessitados que conseguem encontrar um doador compatível. Contudo, dados mostram que no Brasil, por exemplo, há mais de 3 milhões de pessoas cadastradas no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea).

Para ser um doador é preciso se encaixar em alguns requisitos a começar pela idade. Para realizar o cadastro o indivíduo deve ter entre 18 e 55 anos (podendo ser chamado até os 60), além de não poder ter nenhuma doença infecciosa ou específica do sangue.

A pessoa que deseja ser um doador deve comparecer ao hemocentro de sua cidade e fazer o cadastro com dados pessoais e a coleta de sangue para os testes genéticos. É importante lembrar que para ser encontrado, esse cadastro tem que se manter atualizado, pois o voluntário pode ser chamado em 5, 10 ou 15 anos.

Uma vez que a saúde do doador é comprovada, ele é internado e pode passar por dois procedimentos: por pulsão ou aférese. O primeiro a retirada é feita através do osso da bacia com uma agulha. Enquanto o segundo acontece por meio de medicação, onde as células sadias se proliferam e a doação é realizada normalmente como uma doação de sangue.

A doação de medula óssea é um gesto de amor à todas as vidas que estão esperando pela oportunidade de um transplante. Seja um salvador de vidas, seja um doador.

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