Campanha Agosto Lilás e o relacionamento abusivo em pauta

Campanha Agosto Lilás e o relacionamento abusivo em pauta

By 9 de agosto de 2019blog
Agosto Lilás mês de combate à violência contra a mulher/relacionamento abusivo

Este ano a Lei Maria da Penha completa 13 anos e o Ministério Público Estadual (MPAL) promove a Campanha Agosto Lilás reunindo uma série de debates que buscam conscientizar a sociedade sobre a gravidade do relacionamento abusivo. Infelizmente, o número de vítimas que sofrem agressões físicas e psicológicas de seus parceiros não para de crescer. Para ter uma ideia, apenas no Brasil, 3 em cada 5 mulheres afirmam viver ou já ter vivido uma relação abusiva.

Brasil: um dos países mais violentos

Segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o Brasil está em 5° lugar quando o assunto é violência doméstica contra mulheres. Em meio aos processos judiciais, há cerca de um milhão de casos, sendo dez mil de feminicídio. Sendo assim, é de extrema importância discutir a temática publicamente. Continue lendo o texto a seguir e veja alguns sinais que te ajudarão a identificar um relacionamento abusivo. Mas antes, vale ressaltar que qualquer um está sujeito a ser a “vítima” do relacionamento abusivo, porém o mais comum é entre homens e mulheres, onde a figura masculina assume o papel de agressor. Tudo dependerá da questão de poder que uma pessoa exerce sobre a outra.

Afinal, o que é um relacionamento abusivo?

Muitos acreditam que o relacionamento abusivo se restringe a um indivíduo que agride fisicamente e a cônjuge que apanha, mas isso não é verdade. A agressão pode existir de diferentes formas e deixar marcas para o resto da vida, inclusive psicológicas. A violência verbal é mais difícil de ser identificada e é por essa razão que na maior parte das vezes até a própria vítima demora a assimilar o tipo de relação abusiva que está vivendo.

5 Sinais de um relacionamento abusivo: ações comuns entre o agressor e a vítima

1. Quer afastar o outro de tudo e de todos

Exige que a pessoa se afaste de determinados amigos e familiares buscando uma “justificativa” para tal controle. O plano é deixá-la sozinha e dependente apenas dele.

2. Culpa o cônjuge por tudo/manipulação

O abusador está sempre procurando uma maneira de manipular a situação e fazer com que o jogo vire, fazendo com que a outra pessoa se sinta culpada e peça desculpas por algo que não fez. Para conseguir o que deseja o agressor não hesita em fazer chantagens emocionais, chantagens e pressões psicológicas, principalmente com o que sabe que machuca a parceira, afinal, não se importa com o que ela sente e julga seus sentimentos como “bobagem” e baixando a autoestima da vítima.

3. Enxerga o outro como propriedade

Vê a pessoa como posse, querendo controlar tudo que ela faz e agindo com exaltação quando contrariado. Nesse cenário, as agressões, ofensas, xingamentos e humilhações são excessivos.

4. Controle e violência

O agressor quer controlar o dinheiro do casal e ditar com o que a outra pessoa pode ou não gastar, o que vestir e o que fazer. A vítima se sente intimidada e passa a pedir “permissão” para tudo, além de se sentir “pisando em ovos”. Cada ação é pensada de modo que o outro “não se zangue”, mas a realidade é que no relacionamento abusivo, os abusadores são imprevisíveis. A violência pode ser física, verbal e psicológica.

5. Ciúme excessivo/paranoia e invasão de privacidade

Está sempre na paranoia de que está sendo “traído”. Pedindo senhas, lendo mensagens, fuçando as redes sociais, perseguindo e não respeitando a individualidade da vítima. A falta de confiança e paranoia é justificada com frases como: “se não tem nada a esconder, não tem o que temer”.

Abuso é crime. Denuncie e peça ajuda discando 180 – a Central de Atendimento à Mulher, ou procure a Delegacia da Mulher mais próxima.

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