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agosto 2018

O que é PPRA e para que serve

O que é PPRA e para que serve?

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O que é PPRA e para que serve?

Através deste artigo, descubra o que é PPRA e para que serve;  saiba como fazer 

O PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais é uma das obrigatoriedades previstas na Norma Regulamentadora 9 ( NR 9), emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Portaria 3.214/78.

Seu objetivo principal é promover a segurança, a saúde e o bem-estar dos colaboradores dentro do ambiente de trabalho.

O PPRA deve ser desenvolvido no estabelecimento da empresa, sob responsabilidade dos empregadores  – com participação dos trabalhadores – sendo sua abrangência e profundidade dependentes dos riscos e necessidades de controle.

Para que serve o PPRA?

O PPRA visa identificar quaisquer riscos (físicos, biológicos ou químicos) à saúde dos colaboradores, de modo a criar medidas preventivas.

O que é PPRA e para que serve?

Para o MTE, consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.

Portanto, levando em conta os riscos à saúde, são criadas estratégias voltadas à prevenção, tornando, assim, a rotina diária dos colaboradores mais segura.

Logo, pode-se dizer que o objetivo do PPRA é criar um ambiente de trabalho que não seja insalubre aos colaboradores.

Quais são os fatores de riscos?

Os agentes físicos que causam danos à saúde dos colaboradores estão nas diversas formas de energia em que os colaboradores podem estar expostos, como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações ionizantes, bem como o infra-som e o ultra-som.

Já os agentes biológicos são considerados fungos, bactérias, bacilos, parasitas, protozoários, vírus entre outros.

Por fim, os agentes químicos são considerados aqueles que podem entrar pela via respiratória, nas formas de poeira, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores; ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.

Estruturando o PPRA

O PPRA deve seguir uma estrutura básica, que dita o rumo e desenvolvimento do programa.

A primeira coisa a se fazer é planejar metas, prioridades e cronogramas, sempre anualmente. Dessa forma, torna-se mais fácil acompanhar o desenvolvimento do PPRA.

Após o planejamento, traçam-se estratégias e ações que focam, claro, no combate preventivo aos riscos ambientais.

É preciso, também, registrar e divulgar todas as etapas do PPRA, a fim de compreender a efetividade e continuidade do programa de prevenção.

Portanto, em suma, pode definir a estrutura do PPRA nas seguintes etapas:

  • Planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma;
  • Estratégia e metodologia de ação;
  • Forma do registro, manutenção e divulgação dos dados;
  • Periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA.

Lembre-se: o PPRA deve ser descrito em um documento base, contento toda a estrutura acima, sendo vinculado junto ao PCMSO (Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional).

Etapas do PPRA

Como qualquer Norma Regulamentadora, o PPRA possui etapas importantes a serem cumpridas pelo profissional responsável.

O que é PPRA e para que serve?

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as seguintes etapas são obrigatórias para a elaboração do PPRA:

  • Antecipação e reconhecimento dos riscos;
  • Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;
  • Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
  • Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;
  • Monitoramento da exposição aos riscos;
  • Registro e divulgação dos dados.

Todas as empresas são obrigadas a fazer o PPRA?

O PPRA é obrigatório a todas as empresas que possuam colaboradores registrados em regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Isto é, tanto empresas com apenas um, quanto empresas com 500 colaboradores são obrigadas a fazer o PPRA.

Com que Frequência devo fazer o PPRA?

Recomenda-se realizar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais anualmente, através de uma análise global para avaliação do desenvolvimento e realização dos ajustes e estabelecimento de novas metas.

Quem realiza o PPRA?

Essa é uma dúvida frequente entre as empresas, já que existe mais de um profissional capacitado para desenvolver o PPRA.

De modo geral, tanto SESMIT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) quanto o engenheiro do trabalho estão capacitados para realizar o PPRA.

Existe ainda a possibilidade de contratar uma empresa especializada em medicina e engenharia do trabalho. Ela é quem dará o suporte necessário e ficará responsável pelo desenvolvimento do programa, protegendo, assim, os empregadores de quaisquer problemas legais.

Independentemente de quem realizará o PPRA, o importante é adequar a empresa às Normas Regulamentadora 9, para que não haja qualquer tipo de infração ou penalidade.

Responsabilidades do empregador e dos trabalhadores

Os empregadores têm papel fundamental na elaboração do PPRA. Sua responsabilidade é “estabelecer, implementar e assegurar o cumprimento do PPRA como atividade permanente da empresa ou instituição”, como prevê o MTE.

Engana-se, porém, quem pensa que o PPRA não prevê responsabilidades aos próprios trabalhadores.

Existem três principais responsabilidades aos colaboradores:

I – colaborar e participar na implantação e execução do PPRA;

II – seguir as orientações recebidas nos treinamentos oferecidos dentro do PPRA;

III – informar ao seu superior hierárquico direto ocorrências que, a seu julgamento, possam implicar risco à saúde dos trabalhadores.

Benefícios do PPRA

O PPRA oferece muitos benefícios às empresas. Por isso, não se deve enxergar esse programa como um inimigo; mas, sim, um aliado.

Qualquer empresa que faça o PPRA naturalmente terá menos funcionários afastados por doenças ocupacionais (doenças que surgem no ambiente de trabalho).

Com isso, os problemas de queda na produção, atrasos em prazos e cronogramas serão cada vez menos recorrentes no dia a dia.

Outro grande benefício que o PPRA oferece é a diminuição nos processos judiciais.

Colaboradores afastados devido a doenças ocupacionais podem acionar judicialmente as empresas, que muitas vezes por omissão e descumprimento das Normas Regulamentadoras acabam tendo que arcar com valores altos, decorrentes das custas processuais.

Invista no PPRA

Agora que sabe exatamente o que é PPRA e para que ele serve, com certeza o ambiente da empresa será mais saudável, sem insalubridades e riscos ambientais.

A melhor forma de cuidar do seu negócio é estando de acordo com as Normas Regulamentadoras.

 

Perfil Profissiográfico Previdenciário, para que serve?

Perfil Profissiográfico Previdenciário, para que serve?

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Perfil Profissiográfico Previdenciário, para que serve?

Através deste artigo, saiba exatamente para que serve o Perfil Profissiográfico Previdenciário e qual sua importância para as empresas

O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é uma das obrigatoriedades que tanto empregadores quanto empregados devem estar atentos.

O PPP é previsto pela Lei nº 8.213/91, por isso deve ser levado a sério pelas empresas. Quem nunca ouviu falar sobre o Perfil Profissiográfico Previdenciário, deve estar se perguntado agora:

Mas o que é Perfil Profissiográfico Previdenciário?

Definição do Perfil Profissiográfico Previdenciário

Perfil Profissiográfico Previdenciário, para que serve?

O PPP nada mais é que um documento histórico-laboral de quaisquer trabalhadores regidos pelo regime CLT.

Esse documento deve conter todas as informações relacionadas à atividade do colaborador, como a descrição das atividades exercidas e o detalhamento de eventuais agentes nocivos à saúde.

Além disso, o documento do Perfil Profissiográfico Previdenciário deve conter dados administrativos, dados ambientais oriundos do LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho)

De acordo com a Secretaria da Previdência, o Perfil Profissiográfico Previdenciário pode ser definido como:

“um formulário que possui campos a serem preenchidos com todas as informações relativas ao empregado, como por exemplo, a atividade que exerce, o agente nocivo ao qual está exposto, a intensidade e a concentração do agente, exames médicos clínicos, além de dados referentes à empresa”. 

Minha empresa precisa fazer o Perfil Profissiográfico Previdenciário?

O formulário do Perfil Profissiográfico Previdenciário é obrigatório para qualquer empresa que possa expor a equipe de colaboradores a agentes nocivos (físico, químico ou biológico) à saúde e bem-estar.

A Secretaria da Previdência sintetiza a obrigatoriedade do PPP da seguinte forma:

O formulário deve ser preenchido pelas empresas que exercem atividades que exponham seus empregados a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física (origem da concessão de aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos de contribuição).

Além disso, todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), de acordo com Norma Regulamentadora nº 9 da Portaria nº 3.214/78 do MTE, também devem preencher o PPP.

A importância do Perfil Profissiográfico Previdenciário

Perfil Profissiográfico Previdenciário, para que serve?A elaboração obrigatória do PPP está em vigência desde 1/1/2004. Portanto, qualquer empresa que se enquadre nas exigências da Secretária da Previdência e ainda não elaborou o Perfil Profissiográfico Previdenciário está sujeita às penalidades previstas.

O PPP é importante justamente para os trabalhadores que estão ou estiveram expostos a quaisquer agentes nocivos.

Por se tratar de um documento histórico-laboral, com detalhes das condições do ambiente de trabalho e seu impacto na saúde do colaborador, ele é importantíssimo para requerer a aposentadoria especial.

Afinal, para que serve o Perfil Profissiográfico Previdenciário?

O PPP tem como principal finalidade comprovar junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a necessidade ou não da aposentadoria especial.

Em suma, o Perfil Profissiográfico Previdenciário pode ser resumido às seguintes finalidades:

  • Comprovar as condições para habilitação de benefícios e serviços previdenciários, em particular, o benefício de aposentadoria especial;
  • Prover o trabalhador de meios de prova produzidos pelo empregador perante a Previdência Social, a outros órgãos públicos e aos sindicatos, de forma a garantir todo direito decorrente da relação de trabalho, seja ele individual, ou difuso e coletivo;
  • Prover a empresa de meios de prova produzidos em tempo real, de modo a organizar e a individualizar as informações contidas em seus diversos setores ao longo dos anos, possibilitando que a empresa evite ações judiciais indevidas relativas a seus trabalhadores;
  • Possibilitar aos administradores públicos e privados acesso a bases de informações fidedignas, como fonte primária de informação estatística, para desenvolvimento de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como definição de políticas em saúde coletiva.

Quando devo atualizar o Perfil Profissiográfico Previdenciário

A atualização do Perfil Profissiográfico Previdenciário deve ser feita de forma sazonal. Isto é, somente requer alterações caso seja necessário.

Essa necessidade de atualização deve ser feita sempre que quaisquer alterações impliquem mudanças das informações contidas nas seções.

Além disso, recomenda-se a atualização do PPP anualmente, quando permanecerem inalteradas suas informações.

Perfil Profissiográfico Previdenciário e o LTCAT

Tanto o Perfil Profissiográfico Previdenciário quanto o LTCAT são documentos indispensáveis para ter o direito da aposentadoria especial.

Perfil Profissiográfico Previdenciário, para que serve?Todos os colaboradores que exercem atividades em ambientes ou condições de insalubridade ou periculosidade têm o direto a aposentadoria especial.

Mas como faço o PPP e o LTCAT?

A elaboração de ambos os documentos torna-se mais fácil com o auxílio de uma empresa especializada em medicina e segurança do trabalho.

Ela é quem dará o suporte necessário para as empresas durante as etapas que compõem o preenchimento de dados do Perfil Profissiográfico Previdenciário e também elaborará em conjunto com os empregadores os documentos necessários para o LTCAT.

Isto é, a empresa de medicina e segurança do trabalho quem desenvolverá soluções para quaisquer exigências trabalhistas e previdenciárias.

A Elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário traz custos às empresas?

O preenchimento das informações do Perfil Profissiográfico Previdenciário não apresenta quaisquer custos às empresas.

As informações necessárias para a elaboração do PPP estão muitas vezes já à disposição das empresas. Basta apenas juntá-las, de modo a preencher o Perfil Profissiográfico Previdenciário.

Caso você não tenha algumas das informações necessárias para a elaboração do PPP, é sinal que provavelmente algumas das obrigatoriedades previstas pelo Ministério do Trabalho e Emprego passaram despercebidas.

Nesse caso, o ideal é solicitar com urgência o suporte de uma empresa especializada em segurança e medicina do trabalho, já que ela pode ajudar em todos os processos de adequação às Normas Regulamentadoras exigidas pelo Ministério do Trabalho.

Perfil Profissiográfico Previdenciário, para que serve?

 

Treinamento NR 35 – Trabalho em Altura

Treinamento NR 35 – Trabalho em Altura: saiba como funciona e como fazer

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Treinamento NR 35 – Trabalho em Altura: saiba como funciona e como fazer

Através deste artigo, saiba como realizar o treinamento NR 35; conheça a importância dessa norma regulamentadora

A NR 35 – Trabalho em Altura tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.

Ou seja, o objetivo da NR 35 (ou Norma Regulamentadora 35) é certificar que os colaboradores que trabalham na altura tenham sua integridade física protegida.

Como saber se determinado trabalho é considerado em altura?

Treinamento NR 35 – Trabalho em Altura

A NR 35, regida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, considera que qualquer atividade executada acima de dois metros de altura do nível inferior se enquadra como um trabalho em altura.

Portanto, qualquer atividade em que o colaborador tenha que subir escadas, andaimes ou estruturas, e que se enquadre na condição citada acima, é considerada trabalho em altura.

Importante: caso o trabalhador tenha que trabalhar em valas, desníveis ou buracos que também ultrapassem dois metros de profundidade, deve-se ajustar também à NR 35.

NR 35 para os empregadores

A Norma Regulamentadora 35 diz que cabe aos empregadores:

a) garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma;

b) assegurar a realização da Análise de Risco – AR e, quando aplicável, a emissão da Permissão de Trabalho – PT;

c) desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura;

d) assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medidas complementares de segurança aplicáveis;

e) adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratadas;

f) garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle;

g) garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de proteção definidas nesta Norma;

h) assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível;

i) estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura;

j) assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja forma será definida pela análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade;

k) assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista nesta Norma.

NR 35 para os colaboradores

Assim como os empregadores, os colaboradores também devem ficar atentos a algumas obrigações, como:

a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclusive os procedimentos expedidos pelo empregador;

b) colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta Norma;

c) interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis;

d) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho.

Treinamento NR 35

Treinamento NR 35 – Trabalho em Altura: saiba como funciona e como fazer

O Ministério do Trabalho e Emprego prevê que as empresas devem promover o programa para capacitação dos trabalhadores para a realização de trabalho em altura.

Em outras palavras, cabe aos empregadores garantirem a realização do treinamento NR 35, a fim de criar um ambiente de trabalho mais saudável, com todas as medidas preventivas feitas corretamente.

Considera-se um trabalhador capacitado e treinado para trabalho em altura aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas.

O conteúdo programático desse treinamento deve conter, no mínimo, os seguintes itens:

  • a) normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura;
  • b) análise de risco e condições impeditivas;
  • c) riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle;
  • d) sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;
  • e) equipamentos de Proteção Individual para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso;
  • f) acidentes típicos em trabalhos em altura;
  • g) condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros.

Lembrando que, ao término do treinamento NR 35, deve ser emitido certificado contendo o nome do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, data, local de realização do treinamento, nome e qualificação dos instrutores e assinatura do responsável.

O certificado deve ser entregue ao trabalhador e uma cópia arquivada na empresa, como comprovante.

Como fazer o treinamento NR 35

A melhor opção para as empresas é contar com o suporte de uma empresa especializada em medicina e segurança do trabalho. Ela é quem realizará o treinamento da NR 35 junto à equipe de colaboradores.

Todo o conteúdo programático, aulas, palestras e diplomas ficarão a cargo da empresa contratada.

Contratar uma empresa especializada nesse tipo de treinamento é a opção mais comum entre as empresas, sobretudo pela praticidade e qualidade no trabalho realizado.

Além disso, em caso de acidentes, ter o suporte de uma empresa especializada em medicina e segurança do trabalho dá embasamento jurídico para se proteger de eventuais processos na esfera judicial.

Norma Regulamentadora 35

eSocial – o que é e como funciona

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eSocial

Através deste artigo, saiba o que é eSocial e descubra como ele pode mudar a rotina das empresas

É importante para todas as empresas estarem de acordo com as normas e leis regulamentadoras, a fim de evitar problemas e dores de cabeça. Dentre tantas obrigatoriedades existentes para os empregadores, surge, agora, o eSocial.

Para quem não está familiarizado com o termo, o eSocial é um decreto instituído pelo Governo, cujo objetivo é criar um sistema integrado, com informações e registros relacionados aos trabalhadores.

Por ser ainda recente, o eSocial ainda causa certa dúvidas entre os empregadores. Pensando nisso, listamos tudo o que as empresas precisam saber sobre o eSocial.

eSocial: entenda mais sobre a nova obrigatoriedade para as empresas

 

Mais sobre o eSocial

O decreto n° 8373/2014 institui o eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciária e Trabalhistas).

A ideia do eSocial é fazer com que os empregadores comuniquem-se de forma mais direta com o Governo. Deve-se descrever, de forma integrada, informações referentes aos trabalhadores. Por exemplo: vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, acidentes de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais e dados sobre o FGTS.

O grande diferencial dessa nova ferramenta é que tudo é feito de forma digital. Isto é, à distância.

A transmissão dos dados dos colaboradores feita de forma digital melhora a comunicação entre empregador e governo. O intuito é diminuir a burocracia, a fim de agilizar a troca de informações.

O envio de informações ao eSocial tem como foco substituir o preenchimento e a entrega de formulários. Além disso, reduz custos, processos e tempo gasto pelas empresas.

O eSocial é obrigatório?

eSocial

O eSocial é, sim, obrigatório para TODAS as empresas. Independentemente do porte ou segmento,  essa nova ferramenta deverá fazer parte da rotina de todos os empregadores.

Contudo, a obrigatoriedade imediata do eSocial está restrita somente às empresas que possuam faturamento anual de R$ 78 milhões.  A partir de Julho de 2018, o eSocial será obrigatório para quaisquer empresas, sem restrições.

As empresas que não se adequarem ao eSocial assim que estiver em vigor deverão lidar com as mesmas penalidades a que estão sujeitas atualmente pelo não cumprimento de suas obrigações.

Contudo, os empregadores devem saber que ficará inviável a quitação das obrigações trabalhistas, caso as empresas não estiverem de acordo com eSocial.

Benefícios que o eSocial oferece

O grande benefício que o eSocial oferece às empresas é as desburocratização de todo o processo de prestação das informações fiscais, trabalhistas e previdenciárias ao Governo.

Uma das principais vantagens que o eSocial oferece é a facilidade com que a troca de informações é feita, sempre de forma ágil e eficaz, sem imprevistos ou burocracias. Isso simplifica processos, gerando uma melhora considerável na produtividade das empresas.

Além disso, o eSocial vem com a premissa de subsidiar  a geração de guias  de recolhimento do FGTS e outros tributos, o que diminui erros nos cálculos que, infelizmente, ainda são recorrentes no desenvolvimento desses documentos.

Portanto, de forma básica, o eSocial é um novo sistema  de prestação de informação ao Governo. Ou seja, fique tranquilo, o eSocial não é uma nova carga tributária; mas, sim, uma ferramenta que facilitará o dia a dia burocrático das empresas.

eSocial e as empresas

O objetivo do eSocial para empresas é digitalizar informações que hoje ainda são registradas por métodos, digamos, ultrapassados.

Além disso, ele tende a facilitar a organização de informações por parte das empresas. Isso se deve ao fato de que todas as informações serão armazenadas em um ambiente público, sem custos e seguro.

Atualmente, todos os dados dos trabalhadores devem ser guardados por longos períodos, chegando até 30 anos. Quando falamos, entretanto, de armazenamento no ambiente virtual através do eSocial, a ideia é que tudo fica mais fácil e ágil.

Sistemas de informação substituídos pelo eSocial

De acordo com dados fornecidos pelo portal do Governo, por meio do eSocial , os empregadores passarão a comunicar ao Governo, de forma unificada, 15 obrigações:

  • GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social
  • CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados para controlar as admissões e demissões de empregados sob o regime da CLT
  • RAIS – Relação Anual de Informações Sociais.
  • LRE –  Livro de Registro de Empregados
  • CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho
  • CD –  Comunicação de Dispensa
  • CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social
  • PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário
  • DIRF – Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte
  • DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais
  • QHT – Quadro de Horário de Trabalho
  • MANAD – Manual Normativo de Arquivos Digitais
  • Folha de pagamento
  • GRF – Guia de Recolhimento do FGTS
  • GPS – Guia da Previdência Social

O eSocial e a Medicina do trabalho

Todas as empresas devem seguir Normas Regulamentadoras (NR’s) impostas pelo Ministério do Trabalho. Justamente por isso, torna-se importante entender de que forma o eSocial irá interferir nas NR’s.

A ideia do eSocial é criar uma gestão ativa e eficiente quanto as Normas Regulamentadoras.  Isto é, a ideia é que o registro de informações referentes às NR’s seja feita de forma mais rápida que antes.

De modo geral, o intuito é fazer com que a prestação de informações relacionadas às NR’s, que antes eram exigidas mensal e anualmente, seja postada à medida que haja necessidade de atualização.

Por exemplo, caso um funcionário seja afastado devido um acidente de trabalho, as empresa terão até um dia útil seguinte ao acidente para atualização no eSocial.

Nesse caso, a melhor forma para evitar problemas entre o eSocial e a medicina do trabalho é buscando o auxílio de uma empresa voltada à medicina do trabalho.

Ela é quem dará todo o suporte quanto ao eSocial e criará, juntos com as empresas, estratégias que visam a adequação às próprias Normas Regulamentadoras.

Não perca tempo, comece a utilizar o eSocial

O quanto antes as empresas se adequarem à essa nova ferramenta, mais rápido ficará a adaptação a esse novo sistema. Afinal, demanda tempo se acostumar a um sistema completamente novo. Por isso, o quanto antes colocá-lo em prática, melhor.

Aproveite e leia, também, nosso artigo sobre o LTCAT.

eSocial: entenda mais sobre a nova obrigatoriedade para as empresas